ARTIGO: Carga acidificante da dieta, antioxidantes e Alzheimer

Existe relação de acidose metabólica e doenças neurodegenerativas? Até pouco tempo atrás eu desconhecia, mas talvez exista sim. Esse artigo publicado agora em 2020 discute um pouco essa relação, associada a relação do stress oxidativo, mais especificamente na doença de Alzheimer.

Vou resumir alguns pontos que o artigo traz:

Vários estudos in vitro e in vivo demonstraram que a formação de radicais livres (estresse oxidativo) é acelerada substancialmente quando o pH diminui, além da redução da atividade das enzimas antioxidantes naturais do organismo.

O envelhecimento, o excesso de proteína e de consumo de carne se associam com a acidose metabólica. A acidose tende a aumentar com a idade devido ao declínio na função renal. O Envelhecimento também é o principal fator de risco para as doenças neurodegenerativas.

As evidencias trazidas pelo artigo sugerem que o status antioxidante dos tecidos e fluidos biológicos podem ser melhorados somente com um aumento do pH. Pode ser considerado que em se aumentando o pH intra e extracelular os antioxidantes fornecidos por uma boa dieta talvez sejam suficientes para complementar o sistema antioxidante do corpo para a prevenção de doenças. No entanto, mais estudos com citrato de potássio ou bicarbonato (suplementos alcalinizantes) são necessários para testar essa hipótese.

O artigo sugere um ataque combinado à acidose metabólica e ao stress oxidativo no tratamento das doenças degenerativas, incluindo Alzheimer.

Vários estudos demonstraram que o consumo de frutas e vegetais é efetivo na redução do stress oxidativo (que também são ricos em minerais e bases alcalinizantes)

No entanto estudos com suplementação de antioxidantes não foram tão convincentes, talvez por não terem lidado com a questão do pH.

Além disso, nesses estudos a ingestão desses antioxidantes parecem ter sido um pouco tardia e em doses insuficientes. Ademais, a combinação de antioxidantes parece ser mais efetiva do que um isoladamente.

Os nutrientes mais citados no artigo são carotenos (especialmente astaxantina), vit C, vit E, complexo B – B3, B6 e especialmente B12 e B9 por atuarem na redução da homocisteína, precursores de glutationa como as fontes de cisteína (NAC), as crucíferas, as frutas cítricas, e também foram citados os padrões dietéticos mediterrâneo, low carb e cetogênica.

Foi também discutido a diminuição da capacidade antioxidante dos alimentos produzidos da forma tradicional com o uso de fertilizantes e pesticidas e a forma industrializada dos alimentos, além da diminuição do teor de minerais traço nesse tipo de produção, SALIENTANDO A IMPORTÂNCIA DO CONSUMO DE ORGÂNICOS.

Esse artigo não é um estudo propriamente dito, é apenas uma revisão narrativa para subsidiar nosso conhecimento e discussão no assunto. Esse é um post mais voltado aos profissionais e estudantes da área da saúde que me acompanham aqui.

Não utilize suplementações nem adote padrões dietéticos específicos sem orientação profissional!!!