Candidíase

candidíase é uma infecção causada pelo fungo Candida albicans, responsável pela maioria dos sintomas de coceira associada a corrimento genital.

Trata-se de um dos muitos microrganismos da nossa flora vaginal – que vivem no nosso trato genital de forma benigna! Em situações de desequilíbrio – de flora, de imunidade, de equilíbrio ácido-base – o fungo se prolifera pode causar sintomas como ardência, coceira, vermelhidão de pele e mucosas, ardência ao urinar e corrimento aumentado. Ou também pode não causar nada disso. 🤷🏻♀️

Não é sexualmente transmissível.

A cada 10 mulheres, cerca de 7-8 terão algum episódio de candidíase sintomática durante a vida. Pode ocorrer inclusive em crianças, de forma menos frequente.

Existem alguns fatores que podem aumentar as chances, como:
  • gestação🤰🏻
  • uso de hormônios (pílula anticoncepcional entra aí)
  • uso de antibióticos 💊

Muitas mulheres reconhecem os sintomas, mas o diagnóstico é feito com exame ginecológico.
O curso da Candidíase é autolimitado, ou seja: nosso corpo dá um jeito de resolver💪
Não fazer duchas vaginais, dormir sem calcinha, alimentação adequada, não usar absorvente íntimo diário são medidas iniciais necessárias.

Mas os sintomas podem incomodar bastante, assim tratamos com antifúngicos tópicos e/ou orais, a depender de cada situação. Ainda, podemos usar cremes com corticoide, de forma mais pontual, para alívio da coceira.

Algumas estratégias nutricionais são bastante relevantes para o tratamento e prevenção da candidíase de repetição.

Principalmente evitar ao máximo açúcares e doces! Mas também alguns alimentos específicos como frutas secas, farinhas, amendoim, cerveja, vinho, cogumelos, glúten, laticínios, adoçantes e conservantes (produtos industrializados) devem ser evitados ou diminuído o seu consumo. Eles podem conter contaminação ou estimularem o crescimento dos fungos, ou prejudicarem a saúde intestinal.

A alimentação deve ser rica em frutas, verduras e legumes e adequada em proteínas (nem falta nem excesso). Deve-se prestar muita atenção na digestão e na saúde intestinal, pois a microbiota vaginal e intestinal estão estreitamente relacionadas. Ingerir bastante água, tomar cuidado com alergias e intolerâncias alimentares. Alguns óleos tem uma ação antifúngica interessante, como o de côco, orégano, alho, alecrim (podem ser incluídos na alimentação ou suplementação). O uso de probióticos e prebióticos também pode ser indicado.

Mas o mais aconselhável é sempre procurar ajuda profissional!

Texto conjunto da ginecologista @dra.anacarolinatk e da nutricionista @nutri.lais